000 – Enfim, 25.

Moça, como assim a gente tava no 354 e hoje você posta o 000?! Entramos numa máquina do tempo?! Você não vai postar o resto??? É O FIM DO MUNDO?!

Não, calma. Eu sei que alguns amigos leem o Chegando aos 25 com muito carinho, mesmo que eu seja BEM relaxada em relação aos posts. Eu tenho um controle dos temas que eu desejo escrever, então eu tenho sim bastante coisa para dizer ainda, só não queria perder o feeling do aniversário para este post em especial.

Então, como é chegar aos 25?

Eu pensei que seria como fazer 18, 20. Só mais uma data no calendário. Me surpreendi na semana do meu aniversário buscando um crescimento interior. Me vi estudando alguns comportamentos juvenis que precisam ser modificados ou apagados. Acho que chegar nessa idade faz com que a gente tenha muita certeza de quem somos. Talvez, não para vida inteira, porém não existe mais aquela insegurança de “achar nosso lugar no mundo”. Me sinto como se já não tivesse mais que lutar para deixar minha mensagem, minha marca. É gostoso e libertador saber que influências externas não vão mais ser tão abaladoras.

Como dizem, é algo que só a idade nos traz. A pessoa que eu era a 4,3 anos atrás faz parte da que eu sou hoje. Uma pessoa que teve que lidar com muitas questões internas para parar de sofrer. Aprendi muito com erros. Erros em relacionamentos, erros de comportamento. Acho que só com a proximidade dos 25 eu fiquei pronta para olhar essas coisas do passado e aceitar que eu fui imatura para certas coisas por muito tempo. Como querer ser perfeita, ser a melhor, receber sempre elogios como se fosse um dever  dos outros enxergar o quanto eu sou maravilhosa. Ainda tenho uma grande batalha com a ansiedade, aprender que eu não posso controlar tudo e relaxar quando não der para controlar tudo.

Eu me sinto mais preparada para as próximas etapas da vida (?). Não tenho todas as respostas do mundo, mas… Quem tem?

Fazer 25 anos é se aceitar. Aceitar seus defeitos (e rir deles!), lembrar e comemorar as qualidades, das coisas que realizou, onde conseguiu chegar, lembrar as pessoas que estão ao seu lado e deixar  para trás quem ficou no caminho. Não ficar se remoendo por amigos que se tornaram distantes. Você sente falta deles e o que pode fazer com isso é esperar que estejam bem. É deixar um pouco de medo para trás. Como eu disse, não há mais pressão para ser aceito, para fazer parte.

Para mim, agora é o momento em que sabendo quem sou e afastando algumas incertezas e medos, eu posso realmente seguir em frente. Um caminho novo, onde o objetivo é sempre crescer, seja por dentro, seja por fora.

Aqui, agradeço a cada pessoa que passou por estes 25 anos. Amigos que estão gravados no meu coração como fogo em brasa, que estão comigo (quase) sempre nem que seja em pensamento. A meu namorado, por ser parte importante dessa evolução. Cada pessoa que passou aqui, deixou algo de si comigo.

Acho que agora eu tenho todas as ferramentas para ser a Tauana e não aquela imagem idealizada que eu tinha da Tauana aos 25. Estou deixando esse fardo aqui e assumindo um compromisso comigo mesma. Ser feliz, ser inteiramente eu. Também já me despeço do “Chegando aos 25” (lembrando que eu vou postar todos os posts que estão atrasados) que cumpriu muito bem o seu trabalho de ser um registro de opiniões e muito achismo. Vai ficar aqui aberto, para quem sabe ajudar/iluminar o caminho de outras pessoas.

Settle down, it’ll all be clear
Don’t pay no mind to the demons
They fill you with fear
The trouble it might drag you down
If you get lost, you can always be found

Just know you’re not alone
‘Cause I’m gonna make this place your home

(Home – Phillip Phillips)

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354 – It’s the tick, tick, tick… BOOM!!!

População da (maravilhosa) cidade de São Paulo: 11,32 milhões
População da (igualmente maravilhosa, dizem) Bélgica: 11,14 milhões

Sempre acho engraçado pensar que toda população da cidade pode encher um país inteiro.  Isso sem levar em consideração a população das cidades vizinhas (ABCDM,  Guarulhos e outras) que circula todos os dias.  Mas você só fala de São Paulo! É só por ser onde eu sempre vivi.

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Bem, voltando… Como a Bélgica,  por exemplo,  consegue ser um país super organizado e São Paulo é essa bomba só esperando algo/alguém acender o pavio e começar a contagem regressiva?  Claro,  não posso esquecer a formação diferente que holandeses e brasileiros tem e isso influencia bastante, eu acho.  Sempre tem essa de que as coisas tiveram seu curso no Velho Mundo e aqui, tentando acompanhar o passo deles, as coisa aconteceram (ou foram forçadas a acontecer) com o dobro de rapidez.  Não foi nada planejado,  inclusive o crescimento de São Paulo.

A cidade não tinha quase ninguém, era um povoado pobre e isolado, especialmente pela dificuldade de se chegar nele.  Aí alguém viu que a terra era boa para o café  e único lugar na região onde tinha um curso de Direito de repente São Paulo começou a ser interessante. Milhares de imigrantes chegaram à cidade,  com a esperança de vida nova no Novo Mundo.  Logo após,  muitas indústrias se instalaram na cidade,  que respirava ares de muito desenvolvimento. Fazendo cada vez mais pessoas decidirem tentar sua sorte. Essa dinâmica foi a base de São Paulo. Foi o que determinou que ela precisava crescer.

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Para que os trabalhadores conseguissem chegar nos seus serviços o governo da cidade teve que rapidamente de fazer os caminhos.  E aí que começa a bagunça.  Embora São Paulo tenha muitas vias expressas, elas não são o suficiente quando você tem a maioria da população saindo da periferia e indo em direção a região central. Isso faz com que haja não só um deslocamento de carros ( acho que SP tem a maior frota do país) mas de transporte público (ônibus e metrô). Transporte público cheio. Sempre cheio.

A construção dessa cidade foi feita priorizando os “patrões”. Entretanto, muito se discute em trabalhar as periferias para que sejam pólo de emprego e evitem o deslocamento da população para o centro, diminuindo o estresse gerado pelo trânsito e melhorando a qualidade de vida das pessoas. Sim,  em São Paulo você com certeza passa mais tempo dentro do transporte do que com a sua família ou lazer. E aí que cada ser humano dessa cidade vira uma bomba relógio…

Você acorda cedo, mal toma um café da manhã e corre. Corre porque se demorar 5 minutos e perder o ônibus vai gerar um atraso de 15 minutos (ou mais) para seu serviço. Quando chega no ponto de ônibus, na estação do metrô ou entra em uma via grande e importante, existem mais pessoas preocupadas em chegar no seu serviço na hora. Muitas outras pessoas.  Então,  ou você se espreme no transporte ou joga o seu carro dentro da avenida abarrotada de qualquer jeito. E é horrível você se sentir numa lata de sardinha, todos os dias. Isso afeta tanto as pessoas que elas tomam atitudes agressivas de maneira impulsiva.  Somos todos bombas e qualquer faísca é motivo.  Alguém que esbarra em você,  alguém que está dando escândalo no ônibus quando você  só quer um momento de paz antes de começar o seu trabalho, aquela criatura que dificulta seu caminho no trânsito, a senhora de idade que insiste em pegar transporte público no horário de pico… Você só quer voltar para sua casa e se trancar porque o resto do mundo é muito agressivo e horrível, sugando sua vontade de viver. É muita gente para pouca cidade. Enlouquecedor. Tudo parece prestes a sair do controle.

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Mesmo com tudo que São Paulo tem a oferecer,  a maioria dos seus habitantes não pode usufruir.  Ninguém quer sair da sua casa em um final de semana e ter que ir para o outro lado da cidade, demorando 2 horas para conseguir se divertir e fica refém da televisão (que na maioria das vezes tem uma programação para não só te distrair mas te emburrecer). É um triste paradoxo…

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Alguém mais já teve essa sensação, mesmo que for em outra cidade?

355 – Com licença, por favor e obrigada.

Viver é cada vez mais um teste de sobrevivência/paciência.

Não sei bem o que acontece.  E acho que para o que vemos acontecer hoje são vários fatores.

Pode ser que em outras cidades as pessoas funcionem diferente.  Infelizmente só posso escrever com conhecimento de causa com o que eu vejo ao me redor.

Em São Paulo é tudo corrido. E é tudo individual. Eu, eu, eu. E nesse ambiente as pessoas perderam o jeito de lidar com outras pessoas ou perderam a capacidade de ver as outras pessoas.

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A nossa falta de educação já começa na “preguiça” de olhar nos olhos de outras pessoas quando falamos com ela. Convivemos lado a lado por muito tempo com as pessoas e muitas vezes nem falamos um “oi”. Não somos mais abertos para que os outros se sintam confortáveis de estar perto de nós mesmos.

As pessoas gritam por aí o que querem sem dar atenção ao que o outro diz. Não sabemos pedir as coisas com educação,  como se o “com licença” fosse algo que nos tornasse fracos -ou humanos. Xingamos sem motivo alguém que nunca vimos na vida só porque esbarrou na gente. E esquecemos de agradecer quando alguém faz algo por nós. 

Faz um tempo que passei a agradecer, desejar bom descanso ou bom serviço a qualquer funcionário de estabelecimentos em que vou, motoristas de ônibus e etc. É surpreendente que a maioria das pessoas faz uma cara de espanto.

Me pergunto como chegamos nisso. Será que é a pressa que temos para fazer tudo, para conquistar tudo? Como somos levados a acreditar que o que importa somos apenas nós mesmos? “Eu tenho que estar confortável com a minha mochila no ombro tampando a passagem no ônibus”.

Nem mesmos as crianças conseguem ser educadas.  Tem crianças que acham que todos são criados dela ou que só a vontade dela que conta. E é assim que perdemos o nosso “por favor”, que nunca machucou ninguém. 

Fico imaginando qual será nosso futuro.  Seremos uma civilização cada vez mais fragmentada?  Perderemos a capacidade de ver não só os que estão próximos mas todos são humanos merecem ser tratados bem? Eu espero que não.  😉

356 – “Eis me aqui, envia-me”

No final de julho desse ano eu tive uma das melhores oportunidades da minha vida. Fui à Jornada Mundial da Juventude, uma dessas coisas que você não consegue descrever para as pessoas. Não foi nenhum Woodstock mas foi marcante para quem é jovem e católico.  Nunca passar perrengue valeu tanto a pena. Cada bandeira de um país que eu via ficava que nem criança.  Ver que a Igreja Católica tem o poder de concentrar tanta gente foi inspirador e emocionante.

Atualmente eu sou coordenadora do Grupo de Jovens de minha igreja. Essa sempre foi uma vontade muito grande minha. Meus pais fizeram parte de uma juventude muito ativa e eram líderes. Eles faziam muitas ações sociais, conviviam demais entre eles. Viajavam, cantavam, se aventuravam. Tudo isso sobre o manto da igreja. Eu queria isso para mim. Devo ter visualizado isso zilhões de vezes.

Não imaginava que as coisas iam ser tão difíceis e prazerosas.  Eu abracei a “causa” com tanta vontade e nem penso em largar o osso tão fácil.  É difícil criar um espaço em que os jovens sejam bem aceitos e se sintam a vontade em uma comunidade que não tem essa tradição.  Existe desconfiança quanto ao comprometimento.  Mas quando decidem dar a brecha, a intenção é ir com tudo. O retorno que eu tenho dos jovens é gratificante. Esse, aliás, é um dos meus menores problemas.

Eu sinto uma grande dificuldade de chegar na”galerinha”. Nada parece legal o suficiente para eles. Conversar com eles é um suplício,  porque parecem umas caixinhas vazias. Fazer a ponte e traze-los para o ponto em que eu PRECISO que eles cheguem é uma jornada quase frustrante. A vontade é abrir o crânio deles a força e encher de coisa.  Adoro quando alguma faísca consegue acender uma chama, por menor que ela possa parecer, porque eu vejo que eles querem algo e eu quero tentar dar esse algo.

Não sei porque são assim. Raramente trato de assuntos “religiosos” por saber que isso não é muito do interesse deles.  E o que será do interesse deles, então? Nem posso dizer que é culpa da geração deles. Toda geração tem sua parcela de pessoas desligadas.  A impressão que tenho é que na galera de 15,16 anos e abaixo as coisas estão cada vez mais perdidas.

Tudo que eu faço para o grupo é pensado com carinho.  Queria ver los evoluindo como seres humanos.  São meus pupilos. Estar com eles é como me manter atualizada! Tenho por cada um carinho de irmã mais velha. Meu desejo é que eles sintam o  sopro de vida, o querer viver além do determinado e do esperado. Abraçar o mundo como se ele fosse o maior mistério a ser resolvido….

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357 – Lá vem a noiva…

Hoje foi o casamento de um amigo muito querido! E piadas a parte (ele demorou 10 anos para levar a noiva para altar) foi algo dos sonhos!

Para variar eu e minha querida mãe chegamos atrasadas, em parte por conta do trânsito. Pelo menos deu tempo de ver a banda tocando na Igreja e a avó dele saindo sozinha carregando uma bíblia ( muito fofa!). Eu já tinha me apaixonado pelo os que eles tinham decidido fazer até aí. Uma banda completa no casamento da outro clima. Eu não me lembro de ter visto uma banda como aquela em qualquer outro casamento que eu tenha ido. Chegando no salão, senti meus olhos brilharem. Ele era grande e amplo. Todo mundo sentado confortavelmente. Logo o DJ começou a rola a música enquanto os garçons serviam as mesas, sem empurrarem pura e sem ninguém passar fome observando os vizinhos. O ponto alto do casamento foi a “valsa” dos noivos, que arrasaram no samba-rock. Sai de lá encantada. Cada detalhe foi bem pensado. Foi uma experiência pensada para os noivos e convidados. ❤

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Eu sempre gostei de ir a casamentos. Acho que a emoção do momento para os envolvidos, principalmente da noiva, sempre me instigaram. E tem toda aquela magia e beleza do vestido de noiva. Ultimamente, não sei se é pela idade ou pelo relacionamento duradouro ou os dois, ir a casamentos passou a ser uma pesquisa de campo, na maioria das vezes sem querer. É interessante passar de mera observadora pra “avaliadora”.

Chegar perto dos 25 anos é estressante em muitos sentidos, mas, um dos piores é essa questão de relacionamento. Todo mundo pode fazer pressão em você. Se você é solteiro questionam a sua capacidade de se relacionar, sua maturidade para parar de ter caminhos e buscar relacionamentos mais sérios e por aí vai. Se você estiver namorando, ainda mais se for um namoro meio longo, todo mundo quer saber quando você vai casar e fazem cara de choque/desapontamento quando você diz que não tem ideia ou não pensa nisso ainda. Toda essa cobrança é muito chata e, convenhamos, desnecessária em pleno novo milênio.

Sinceramente, nunca entendi essa obrigatoriedade que se impõe ao casamento e quem não segue essa”lei” é sempre visto como “disfuncional”. Existem pessoas que gostam de liberdade de uma vida “solitária”. Eu mesma nunca fui do tipo que tinha o casamento como uma meta na vida e estava preparada até para ser uma eterna solteira, eternamente comprometida comigo mesma. Além disso, sempre tive um pouco de visão realista sobre casar. Não é como em um conto de fadas. Casamento exige comprometimento, capacidade de aceitar as diferenças e trabalhar com elas da melhor maneira possível. Não há espaços para falta de confiança, cumplicidade e espaço para falar sobre os problemas.

Vivemos em uma época de altas taxas de divórcio. Por favor, não me entendam como uma defensora dos valores morais e etc. Eu acredito que muitas pessoas não se preparam devidamente para casar. Não estou falando da parte material ou sentimental. Será que você aguenta conviver com os defeitos dia a dia? Será capaz de dizer ao ser parceiro o que o desagrada e ouvir da boca dele que nós também podemos fazer coisas desagradáveis? Todos nós temos medo de estragar o “perfeito”, adoramos a cegueira que essa palavra nos traz. Somos desesperados pela pessoa perfeita. O príncipe ou princesa, esquecendo que todos somos só seres humanos, cheios de manias, qualidades e problemas.

Enxergar a pessoa como ela realmente é não é fácil e tentar lidar com as partes menos bonitas pode ser cansativo. Mas acho que é um caminho para o relacionamento. Seja para ele ser um casamento sólido ou um término menos doloroso.

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E viva os solteiros! Nada é mais difícil do que continuar se amando quando a sociedade fica dizendo que você é um “problema”. :p

358 – Cozinha!

Eu nunca fui o tipo de menina prendada. Acho que a minha mãe viu logo cedo que eu não me amarrava nesse tipo de coisa. Nem brincar de casinha eu gostava. Eu sempre gastei muito tempo da minha infância lendo – ou brincando com amigos imaginários.

Conforme eu fui crescendo, minha falta de jeito para os serviços do lar virou uma piada interna da família. Eu dou de ombros, porque sei que eu realmente não fui “treinada” para isso e não é agora de “velha” que eu vou virar a doméstica. Faço uma coisa ou outra mais essencial, como lavar louça, tirar pó…

Desde que o meu avô morreu (percebo que muita coisa se modificou com a ida dele) nós resolvemos instituir aqui em casa a “Janta da Família”. Basicamente é comer coisa gorda e deliciosa todo mundo junto na casa da minha avó às sextas. Algumas vezes nós decidimos FAZER a coisa gorda ao invés de encher os bolsos do dono da pizzaria/padaria/esfiharia. E foi assim que eu descobri que eu até tenho jeito para cozinhar! ;P

Cada passo para preparar algo na cozinha me deixa contente. Gosto de procurar as receitas, escolher os ingredientes, misturar todos eles até chegar no resultado final. Chego até a ficar apaixonada pelo o que eu cozinho. Não vou dizer que sou uma chef de cozinha, pelo contrário. Eu pergunto MUITO para minha mãe como fazem as coisas enquanto eu to cozinhando. É, acho que continuo sendo desajeitada. Graças a Deus é difícil minhas receitas desandarem completamente. Porém, é bem comum as receitas saírem um pouco diferente do esperado. Vai ver que é aquela coisa de cozinhar com carinho, afinal estou cozinhando para minha família. Talvez , o gostinho de ver todo mundo sentado junto, comendo e conversando é que me anime para chegar no resultado. Ainda morro de inveja das minhas amigas/amigos que fazem coisas super elaboradas e bonitas (tortas, bolos, pudins que são quase como os de profissionais!). Acho que vai demorar algum tempo para chegar no nível deles…

E também tenho que ficar cozinhando agora por causa da dieta. Dieta não, reeducação alimentar. Nada de comida pré preparada. Estou virando uma mestra de refogar legumes e colocar queijo branco light em tudo.  xD

Descobri, um pouco na marra, esse jeitinho para cozinha. E você, já descobriu algum “talento” escondido? Já se abriu para essa possibilidade? Muitas vezes somos condicionados a acreditar que não sabemos nada e que não podemos nada, independente do motivo. Eu continuo sendo piada aqui em casa quando se fala de serviços domésticos, mas isso não me desanima a ir para cozinha uma vez por semana e fazer o melhor que eu posso.

359 – Vamos fugir desse lugar…

Esses últimos dias não estão sendo nada fáceis, para variar.

Não sei ao certo se sou eu que exalto demais o meu cansaço ou se ele é real. Só sei que dá vontade de achar um lugar calmo onde não há som de buzina nem o apressar do tique-taque do relógio. Ás vezes, fico agoniada querendo de forma desesperada me tirar da tomada.

Nessa quinta-feira onde eu deveria sair do serviço e ir para academia, com a cabeça borbulhando com questões do dia-a-dia, resolvi fugir. Desci do ônibus no ponto da academia e a primeira parada foi a Kalunga, só para dar uma olhada em cacarecos de papelaria/escritórios. Você sempre acha coisas legais/diferentes na Kalunga e dá vontade de levar quase tudo para casa. Depois de ter perambulado por lá resolvi entrar na Cobasi que é basicamente uma pet shop gigantesca.

Na entrada eu já perdi um bom tempo admirando flores. Gosto delas por causa da cor. Algumas tem cores que parecem ter saído direto do arco-íris! Continuei andando, sem pressa alguma,  até achar os aquários. Fiz mais uma parada, observando os peixes. Os grandes e os menores vivendo juntos, sem estresse. A parte que vendia peixes para aquário era próxima e fiquei fascinada olhando todas as formas e cores, descobrindo espécies que eu nunca tinha visto de perto antes. Ao lado dos peixes estavam os passáros que estavam bem agitados – ou assim pareciam – então eu não fiquei muito, com medo que a minha presença fosse agita-los ainda mais. Passei para a parte dos roedores, onde maioria dormia enroscadinha, uma delícia de olhar. Os roedores maiores – chinchila e mini-coelho – ficavam separados em ambientes maiores. Os mini-coelhos eram TÃO fofos que eu me apaixonei na hora por eles! Devo ter ficado uma eternidade babando, louca de vontade de agarrar um deles.

Ainda dei uma olhada na seção de acessórios para os animais (eles estão mais chiques que a gente se bobear :P). Saí de lá tão relaxada, calma e leve que aprecia que eu tinha sido temporariamente sugada para outra realidade.

Nessa fase da vida em que estou existem muitas cobranças junto de muitas transformações (impostas ou não) e tem horas que parece que é muita coisa para lidar de uma vez só. Então, desplugar da tomada, nem que seja por 2 horas, pode ser um salva-vidas.